Lições da racionalidade aberta: via para (re)criar as humanidades na complexidade cibercultural

Autor(es):

Geovânia Nunes de Carvalho

Resumo:

Esta pesquisa foi desenvolvida a partir da consideração do ethos onto-epistêmico da tecnociência ser um condutor da redução e do empobrecimento das humanidades, no panorama cibercultural do século XXI agudizado pelas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Diante dessa tensão, defendi a tese de que as lições da racionalidade aberta poderão (re)criar as humanidades por meio de suas atitudes comunicativas, visando à restauração da riqueza multidimensional do homo complexus. Apresento uma possível resposta à questão de pesquisa “Como a racionalidade aberta poderá ser uma via para a (re)criação das humanidades no universo da Complexidade Cibercultural?”, alcançando a conclusão no recorte histórico de que as lições, além de serem atitudes epistêmicas, são igualmente morais. Mantendo a consideração do devir histórico, apresentei uma possível interpretação e compreensão do fenômeno da Complexidade Cibercultural, panorama das emergências tensionadas entre tecnociência e humanidades. Em defesa dos argumentos, me apropriei do tronco referencial da complexidade de Edgar Morin e de um elenco de especialistas, para compor as vias metodológicas libertas das gaiolas epistêmicas, assumindo a criação de uma dimensão onto-paradigmático-epistêmico-metodológica complexa, na qual emendei retalhos da hermenêutica gadameriana, o rigor outro, a autonarrativa e a arte por meio de sua linguagem poética e da apropriação compreensiva de personagens cinematográficos. Estas vias filosóficas complexas foram guias para elaborar os elementos estruturantes, sob a perspectiva qualitativa e bibliográfica, para (re)discutir, (re)interpretar e compreender os retalhos e emendas de um recorte da realidade mutante espiralada.

Orientador:

Henrique Nou Schneider

Situação:

Concluído

Local:

Programa de Pós-Graduação em Educação/UFS